Uso de dados para aprimorar sua inteligência competitiva

Tenho notado dois problemas recorrentes em empresas onde tenho prestado consultoria que prejudicam muito a inteligência competitiva dos negócios. Por isso, decidi propor essa reflexão aqui em nosso blog, para que sua empresa avalie internamente se esses problemas também ocorrem e, então, busque soluções para que sua inteligência competitiva ajude você a se destacar em meio à concorrência.

Pense:

  • Quantas de nossas decisões cotidianas são tomadas levando em consideração a inteligência que temos com relação ao processo pelo qual teremos que decidir?
  • Em sua empresa, a tomada de decisão é feita com base em quê?

Muitas vezes as decisões são tomadas com base em análises, embora sem um processo de construção de inteligência. E como em tudo temos por trás um processo, a inteligência também advém de um processo estruturado.

Já estive em várias empresas que não possuem sequer dados organizados. Em outras, os dados existem de forma organizada, mas não são analisados.

Não existe diferença entre os dois casos. Em ambos, o gestor estará desamparado a cada tomada de decisões!

Os dados por si só não nos dizem nada. Tenho visto empresas que investem muito em softwares de gestão, e não sabem ao menos o que fazer com os dados armazenados. Eles estão ali porque precisam estar, afinal o gestor investiu neste software porque foi necessário. O uso de dados dessa forma acaba se dando por pura estética, não sendo útil para aprimorar a inteligência competitiva da sua empresa.

Há ainda um agravante em casos como esse. Muitas vezes não há pessoas na empresa com tempo suficiente para alimentar o sistema de armazenamento de dados. Como falamos antes, a inteligência também é um processo estruturado. Se não há processo para cuidar dos dados da forma devida, não há inteligência competitiva.

E acredite: tudo isso, infelizmente, é muito comum no mundo empresarial.

Uso de dados e inteligência competitiva ou inteligência de mercado

Segundo Humbert Lesca, famoso pesquisador francês de Ciências de Gestão, inteligência é:

um processo coletivo, pró-ativo e contínuo, pelo qual os membros da empresa coletam e utilizam informações pertinentes relativas ao seu ambiente e às mudanças que podem nele ocorrer, visando criar oportunidades de negócios, inovar, adaptar-se (e mesmo antecipar-se) à evolução do ambiente, evitar surpresas estratégicas desagradáveis, e reduzir riscos e incerteza em geral.

Mas então como esse processo é estruturado para que o gestor tenha inteligência para a tomada de decisão?

Dados geram informações que, quando analisadas, constroem o conhecimento que cria a inteligência para sustentar a tomada de decisão.

Simples? Sim, é simples!

💡 Há de se transformar a cultura das organizações para se valerem da inteligência que deve ser gerada.

Bem, mas se a empresa já tem essa estrutura de processo de geração de inteligência, com pessoas envolvidas nas análises e emissão de relatórios com frequência, por que muitas vezes as decisões são tomadas sem levar em consideração essa inteligência?

A resposta também é simples: O gestor, ou o tomador de decisões, acaba não se envolvendo neste processo de construção. A falha ocorre por não compreender que somente faz sentido ter uma área ou uma pessoa de inteligência para o negócio se essa inteligência for utilizada na tomada de decisão.

Pause o ritmo muitas vezes frenético da rotina e faça essa reflexão.

Um consultor de mercado pode auxiliar a implementar o método para criar a cultura de inteligência competitiva em sua empresa. O gestor não pode “achar”, ele precisa estar certo de tudo o que decidir.

Em minhas muitas horas de consultoria, conversando com gestores e empresários, muito ouço a palavra “acho”. Isso não deveria ocorrer, pois o risco que se irá correr em uma tomada de decisão precisa ser calculado. Com base no achismo, as decisões tendem a ser equivocadas.

As ferramentas para construção deste processo inteligente existem. Durante sua reflexão sobre o tema, perceba o quanto isso irá modificar a forma como as decisões serão tomadas em sua empresa e os ganhos que seu negócio tende a conquistar.

Esse artigo foi escrito pela nossa sócia-fundadora e consultora Simone Fonteles.

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